VOZ 2015/2016

Foto Duck P. - Edgar Valente4VOZ
Qui.  19h às 20h30
Coordenação Edgar Valente

Início 8 Out. Mensalidade 40€.
Solicitar Ficha de Pré-Reserva para info@sou.pt

A Voz é de todos os instrumentos, o “mais pessoal e leve de transportar”. Logo, há que extrair-nos através dela, incessantemente. Nesta abordagem, propõe-se um trabalho que deambulará pelas convencionais técnicas de exploração do aparelho vocal, mas que se alastra à panóplia de exercícios experimentais em busca dos sons que se extraem de todo o corpo filtrados pelas cordas vocais. É também, a Voz como instrumento performático e como veículo de uma das maiores fontes de expansão da energia humana. Apesar de o canto ser um acto central neste trabalho, a escrita, a criatividade, a expressão corporal, a música ou a comunicação de uma forma geral, serão também pontos de passagem obrigatórios, num caminho cujo rumo se criará a ele próprio.

Foto Duck P. - Edgar Valente1
EDGAR VALENTE

Edgar Pereira Valente nasceu na Cidade Neve em 1992, e não há não menos de 20 anos se exprime através da música. Começou por cantar Fado pelo contágio familiar, alastrou-se ao piano clássico com 6 anos por vontade própria e pela mesma, aos 16 trocou as pautas pelas formas de expressão mais espontâneas, iniciando-se nos palcos de pequenos eventos pelo Barlavento Algarvio. Com as notas de secundário cumpridas e sem nunca largar as musicais, experimentou um ano de Ciências da Comunicação na Universidade da Beira Interior, mais outro de paragem para reflexão e alinhamento futuro, fulcral para que no ano seguinte se encontrasse no Curso Anual de Artes Performativas do SOU – Movimento e Arte. Sempre aliando à formação a crescente prática autónoma de gerir todos os projetos que cria e o livre e persistente investimento no talento, autodidacticamente ou através dos que o rodeiam, gradua-se legitimamente em “Ciências da Vida Artística – Especialidade Música“, curso certificado pelo próprio, cujas cadeiras acabam e recomeçam todos os dias.

Já a cantar, a tocar e a dançar, em 2012 vincou a veia do Funk e da Soul com a banda “Os Compotas” e em 2013/2014, a compor, a escrever e a produzir durante a curta e profunda passagem pela residência artística em Serpa, reconectou-se e cultivou-se nas raízes portuguesas e envolveu-se com o Cante Alentejano, aquando da incessante busca pela Aurora da sua mais valiosa “Criatura“.

Em 2015 volta ao SOU, mas desta vez para leccionar, aquando se prepara para o lançamento desse primeiro disco com a sua autoria, sempre a par das investidas a nível nacional e internacional com a banda de funk e as mais variadas colaborações com os projetos satélite, como TRIBRUTO, Sickonce & Ed Hoster ou em outras criações de direcção alheia, como o “We Will Use Smoke Machines“, peça da artista Maurícia Neves que estreará em 2016. Ora na música, ora na performance ou na simples autónoma postura em fazer acontecer aquilo em que acredita nos mais diversos campos da cultura e da vida, é acima de tudo um canal que através da arte sintoniza e catalisa a sua energia, exponencializando a sua existência e evolução como ser.

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