AMORA

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AMORA
Espectáculo de Dança e Teatro
Co-Criação Catarina Câmara, Félix Lozano 

Interpretação: Catarina Câmara e Félix Lozano  |  Textos: Catarina Câmara | Música Original: Nanú Figueiredo | Imagem: Ricardo Tabosa
Produção: SOU – Movimento e Arte

SINOPSE
AMORA, um espectáculo que faz tábua rasa do Amor e anuncia uma nova era para todos os mal-amados. O Amor é tabu mas todas as semanas dá entrevistas e sai na capa das revistas. O amor entoa sempre o mesmo refrão e geralmente canta desafinado.
O amor é cego e bruto como um cavalo em liberdade. E é a mão no chicote, o chicote no cavalo e o cavalo desenfreado. Ao amor não se olha ao dente. Amor com Amor se paga, se cobra e se vende.
O Amor é feio, estúpido e mal-criado.O Amor é sujo. O Amor tem as mãos frias e lambe as feridas com a mesma língua com que me lambe a mim…e a ti.

A CRIAÇÃO
A própria palavra “laboratório”, que invoca a ideia de um espaço de experimentação reservado às ciências exactas, desde há muito que é familiar ao meio artístico. O objecto a que nos propomos, tem no seu centro nevrálgico, o conceito de laboratório.
E o que nos propomos explorar? Por ventura, um tema que durante muito tempo parecia nada dever à Ciência. O Amor (entendido stricto senso, entre um homem e uma mulher ou entre duas mulheres ou dois homens) e que não se confunde com o amor ao próximo, o amor fraternal, o amor de mãe, enfim… o Amor que se escreve na seiva das árvores. Esse mesmo Amor que imortalizou Shakespeare e que matou Romeu e Julieta.

Hoje, o Amor é facilmente explicável à luz da ciência (mas será que isso faz com que amemos de forma diferente? Será que o conhecimento dos mecanismos neurofisiológicos altera a consciência do que sentimos e muda o agir?).
Como se manifesta a bioquímica do amor? Quais os processos fisiológicos que operam no ser que ama? E como se repercutem no indivíduo? São algumas das perguntas que nos guiam neste trabalho.
Todas as sensações e emoções serão desmontadas e trabalhadas tecnicamente: o gesto, o movimento, suas intenções e significados e também a forma como se desenvolvem, desvelando um estado de permanente transformação.

Um homem e uma mulher em cena, fazem uma cena. Podem estar perdidos, podem estar apenas entediados. Não sabemos se formam um casal, se algumas vez se encontraram ou se algum dia se virão a cruzar. São as cobaias de nossa mais recente experiência científica. Vamos provocá-los, agitá-los, e se for necessário, fazer com que adormeçam e voltar a acordá-los. Provocaremos neles diferentes estados e emoções que usaremos como substâncias químicas do nosso tubo de ensaio. Testaremos nos seus corpos animais uma impiedosa e desavergonhada curiosidade. Não andamos tanto à procura de respostas, mas antes de reacções: um rugido, um suspiro, um lamento, um qualquer sinal de vida…

Contacto para espectáculos: soucompanhia@sou.pt

APRESENTAÇÕES ANTERIORES
Festival de Teatro “Palco para Dois ou Menos”, Núcleo de Animação Cultural de Oliveirinha (NACO) – Viseu | 21 de Maio de 2011

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